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	<title>Hanny Guimarães</title>
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	<description>Site da jornalista Hanny Guimarães</description>
	<pubDate>Mon, 31 May 2010 18:48:57 +0000</pubDate>
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		<title>Decoração - Jardim vertical</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 18:48:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Plantas emprestam toda a sua beleza a apartamentos e colorem a paisagem de edifícios. Conheça diferentes espécies que se desenvolvem em interiores e o que elas podem fazer por você e sua casa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/img_3237.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-242" title="Foto por Guilherme Gomes / Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/img_3237.jpg" alt="Foto por Guilherme Gomes / Café Editora" width="361" height="241" /></a></p>
<p>Está cada vez mais agradável olhar para o alto nas grandes cidades. Moradores caprichosos com a decoração ou mesmo empresas interessadas em semear plantas e natureza, embelezam casas com pequenos jardins, transformando o visual cinza-concreto das metrópoles. Dentro de vasos, o reino vegetal segue a prumo se bem cuidado, assim como os prédios, e reina refrescando a paisagem urbana.</p>
<p>No “quintal” do apartamento há limitações, é bem verdade. Nem todas as plantas namoram com a sombra, característica comum em ambientes fechados. A restrição tem fim, no entanto, quando conhecidas as infinitas espécies que podem ser cultivadas em interiores. Samambaia, antúrio, espada, lança de São Jorge, avenca, lírio da paz, licuala&#8230; A terra dá mais conta das belezas que a palavra.</p>
<p>As plantas não demandam trabalho excessivo, mas pedem atenção e carinho. A opção de tê-las traz consigo um tanto de zelo tal como a que se tem com bichos de estimação. Elas não abanam o rabinho nem correm atrás de bolas pela casa, mas exalam um verde vivo que enchem os olhos de orgulho. Crescidas, então, se exibem para as visitas e alcançam merecidos elogios.</p>
<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/img_3260.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-243" title="Foto por Guilherme Gomes / Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/img_3260-1024x682.jpg" alt="Foto por Guilherme Gomes / Café Editora" width="368" height="245" /></a></p>
<p>O paisagista Luciano Fiaschi salienta para a necessidade de mantê-las bem hidratadas e alimentadas. “Tem uma frase que diz assim: umidade constante entre regas. Nunca deve estar muito encharcado e nunca muito seco”, ensina. Se elas estiverem enfeitando a varanda, o ritmo do arbusto não pode ser o mesmo que o do vento.  “Algumas plantas são mais resistentes que outras. Além de danificar a folhagem, fortes correntes de ar também podem retirar a umidade da terra”, diz Luciano. O ar condicionado também é vilão. Resseca o ambiente e a planta.</p>
<p><strong>Beleza que põe mesa</strong><br />
Da sala direto para a panela. Esse é o caminho que percorrem hortaliças, temperos aromáticos e ervas medicinais cultivadas em casa. A cultura surpreende crianças que aprendem com o progresso da horta e até adultos que retomam o prazer da produção com a colheita de ingredientes frescos e orgânicos.</p>
<p>Há quatro anos desenvolvendo a empresa Minha Horta, o engenheiro agrônomo Marcelo Noronha diz que com uma pequena jardineira é possível iniciar a produção. Dando passos pequenos, mas certeiros, em pouco tempo a safra caseira revela todo seu sabor. “Para apartamento, nós temos muitas opções e trabalhamos mais ervas que crescem em abundância como manjericão, cebolinha, salsinha, tomilho, coentro, orégano, hortelã, melissa, erva-cidreira e boldo. O objetivo do trabalho, explica, é demonstrar como se planta e passar para as pessoas que é possível cultivar em pequenos espaços e consumir um alimento saudável, livre de agrotóxico.</p>
<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/img_3297.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-244" title="Foto por Guilherme Gomes / Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/img_3297-682x1024.jpg" alt="Foto por Guilherme Gomes / Café Editora" width="245" height="368" /></a></p>
<p>As hortaliças e ervas são decorativas, dão cheiro, florescem e ainda são comestíveis. Nada melhor! Mas é preciso encontrar o equilíbrio entre planta e ambiente para não haver frustração. “O sucesso da horta é você encontrar um lugar onde bate sol. Eu ando com um GPS ou uma bússola quando vamos montar a horta na casa de um cliente. As cozinhas, geralmente, ficam localizadas na face Sul, mas o fundamental é que as plantas fiquem na face norte. Assim recebem mais luz do sol”, ensina.</p>
<p>Esse tipo de horta também pode ser verticalizada, colocando os vasos em uma parede que recebe mais incidência de luz solar. O procedimento limita a diversidade de espécies. Por exemplo, no formato vertical não se planta manjericão. A erva curinga pede um vaso de profundidade, impossível de ser sustentado na parede. Nos casos de técnicas mais sofisticadas é sempre melhor consultar um especialista ou um livro sobre o tema antes de arriscar a decoração do lar.</p>
<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/istock_000005153628medium.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-245" title="IStock / Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/istock_000005153628medium-1023x682.jpg" alt="IStock / Café Editora" width="294" height="196" /></a></p>
<p><strong>Plantas, por que tê-las?</strong><br />
A empresária Betty Wang não abre mão de conselhos profissionais. Ela mora em apartamento, mas estende o gosto ao escritório, onde mantém ainda três pequenos jardins. Na casa, cada cantinho tem cor verde. As plantas se espalham pela sala, pelo canteiro da janela, pela cozinha e invadem charmosamente um dos andares do lugar. Os vasos seguem a cor terracota ou azul. Indicação do decorador que escolheu os tons com Betty para combinar com os móveis e dar um ar típico da região de Provença, na França. Ela conta que o paisagista e o decorador trabalham juntos escolhendo as plantas que melhor se adaptam ao clima do local e ao espaço disponível no jarro para plantio.</p>
<p>Em casa, ela soma mais de 15 tipos de plantas diferentes, entre elas, a pacová que adora um cantinho mais sombreado e a salvinia, planta aquática flutuante que não para de embelezar uma fonte que comprou. Mas Betty sabe que para crescerem fortes e belas, algumas delas precisam um tanto de iluminação natural. Não de sol em excesso, porque também podem ter as folhas queimadas. O contato com a luz é imprescindível para o processo de fotossíntese.</p>
<p>O gosto por plantas vem de pequena, quando tudo tocava germinava. Hoje Betty diz não ter mais “mão verde”. Segunda ela, qualidade indispensável para cuidar de plantas. No escritório conta com a ajuda da funcionária Marilene dos Santos Machado que já criou até um hospital para recuperação de espécies enfermas. No lugar, também desenvolveu um berçário de pimentas de todos os tipos. Dona Marilene mima cada planta como se fosse filho. Como sabe que as orquídeas não gostam de ficar encharcadas, mas adoram uma umidade, coloca pedras de gelo para regá-las em vez de derramar água sobre a terra.</p>
<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/img_3154.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-246" title="Guilherme Gomes / Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/img_3154-682x1024.jpg" alt="Guilherme Gomes / Café Editora" width="286" height="430" /></a></p>
<p>Para manter o equilíbrio é importante saber se determinada planta prefere sombra ou sol, vasos de maior profundidade ou mais rasteiros, muita água ou pouca e sempre optar por recipientes com furos embaixo para permitir a drenagem da água. Coisas que Betty e Marilene aprenderam aos poucos, após muitas experiências. Elas conversam com as plantas e sentem realmente algo vivo, ao contrário das semelhantes artificiais. “As pessoas têm uma tendência a achar esse contato uma besteira. Penso que se parássemos para olhar esse mundo material, o jeito como trabalhamos e como corremos pra lá e pra cá, perceberíamos como a natureza é integrada e saberíamos que tem uma passagem de energia nessa conversa”, diz Betty.</p>
<p>A recompensa ela vê logo em seguida e comemora cada folha com planos para o futuro. “A pior coisa é quando a planta está sofrendo. Quando isso acontece, eu lamento não ter ‘mão verde’. Para cuidar, você precisa de certo tempo e por enquanto, nessa parte da minha vida, ainda não é possível. Vai ser um desafio pra mim, mas eu quero me dedicar. Vou cuidar e fazer que nem a Marilene, brotar a folhinha!”, planeja a empresária.</p>
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		<title>Ricardo Guimarães</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 19:30:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Tudo aquilo que você faz, diz ao mundo quem você é”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/ricardoguimaraes.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-236" title="Foto por Roberto Seba/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/ricardoguimaraes.jpg" alt="Foto por Roberto Seba/Café Editora" width="476" height="357" /></a></p>
<p>Quando ainda nem se pensava no conceito de branding no Brasil, Ricardo Guimarães criou a Guimarães e Giacometti, sua primeira agência de publicidade, com o cerne da ideia. Comunicação como um exercício de identidade era o conceito da empresa que já trazia consigo a inovação. Aos poucos, percebeu que desenvolvia para as marcas outra coisa que não a criação publicitária. Amadurecido o conceito, criou a Thymus Branding, em 1999, uma empresa de consultoria estratégica especializada em branding. O entendimento aconteceu numa época de mudanças culturais e históricas e é neste novo momento, de uma sociedade mais informada e consciente, que o branding busca compreender para comunicar como ele mostra na entrevista a seguir.</p>
<p><strong>O que é marca nos dias de hoje?</strong><br />
Marca é um nome, também é uma imagem, mas esta imagem é construída por meio de experiências que são proporcionadas por uma cultura. Cultura é um jeito de pensar e fazer. No caso de uma empresa, você tem a cultura organizacional que é como a empresa se comporta. A cultura da marca é como este jeito de se comportar dentro da empresa é percebido pela sociedade e como a sociedade adota este jeito de fazer como dela e, não só, da empresa. Então, marca é uma cultura.</p>
<p><strong>Pessoas conectadas, mais informação, como é que foi lidar com estas mudanças não só físicas, mas sociais da comunicação?</strong><br />
A principal mudança foi justamente a velocidade da comunicação. Essa velocidade é em função da tecnologia de informação e comunicação que começa a ficar muito acessível do ponto de vista de preço/custo, muito mais poderosa – o volume de informação que você pode passar para todo mundo ao mesmo tempo faz com que as relações se acelerem muito. Então, essa é a grande mudança, o resto todo é conseqüência.<br />
Imagina a sociedade com poucas pessoas e o relacionamento muito lento. É uma sociedade de sólidos, controláveis, previsíveis, massa. Aí você começa a ter televisão, veículos de comunicação mais rápidos. Você tem as emissoras de televisão e todo mundo fica sabendo das coisas ao mesmo tempo. Você coloca o telefone móvel, uma tecnologia de rede, você vai aumentando o poder de transmissão de informação, de criação de informação, de processamento de informação. Por isso, que a gente fala hoje que o mundo é volátil. O sistema financeiro internacional é volátil. Porque você tem uma vibração absolutamente absurda de informação entre todos os elementos que compõe a sociedade.</p>
<p><strong>Quando começou seu conceito de branding?</strong><br />
Em 1983 fundei minha primeira agência e tinha um conceito que dizia assim: comunicação é um exercício de identidade. Quer dizer que tudo aquilo que você faz, diz ao mundo quem você é. Esse é um conceito super simples e você pode aplicar na sua experiência pessoal. O jeito como você se veste, olha, como resolve um problema, onde mora, o tempo todo você está dizendo quem você é. Isto faz com que, em uma agência de publicidade você comece a olhar para a identidade do cliente. Porque tudo que ele faz: o jeito que ele recruta, treina as pessoas, disponibiliza o lixo da fábrica, como vende ou como ele pós-vende, o tempo todo ele está revelando uma maneira de olhar para o mundo. A gente acabou desenvolvendo uma série de serviços voltados para a identidade do cliente. Naquela época, ninguém sabia o que era branding, isso não existia, se falava em brand equity. Com a internet, na medida em que a tecnologia da informação começou a ficar muito instalada na sociedade, foi que começamos a ver que os clientes estavam pedindo serviços voltados para identidade. Até então não tinha necessidade, porque o tempo entre o fato acontecer e o conhecimento do fato era tão grande, que dava para ter um bastidor que permitia criar uma boa imagem de um produto ruim. Com a internet, a comunicação começou a ficar mais ágil, o tempo muito curto entre o fato e o conhecimento do fato. Isso, em termos de cenário, significa transparência. Não tem mais bastidor. Só que uma agência de propaganda não é o lugar correto de trabalhar identidade, porque ela trabalha imagem. Então, eu tive que estruturar o meu negócio. Os custos voltados para identidade não pertenciam ao negócio da propaganda e começou a impactar a minha rentabilidade.</p>
<p><strong>Você construiu cases como Natura e Banco Real. Quando pensamos nelas, pensamos logo em práticas sustentáveis. Qual o próximo passo para comunicar empresas neste sentido sem esgotar um tema tão importante?</strong><br />
Sustentabilidade não é moda, é um estágio de evolução. É uma competência instalada na sociedade, não só nas empresas. É um estado de consciência de maior maturidade de relacionamento com contextos. Contexto tanto espacial quanto contexto temporal. O que é contexto espacial? O que eu faço no Sul, afeta gente no Norte. Então é o olhar para o outro. O que eu faço hoje aqui, afeta o futuro. Uma mentalidade que olha só agora, não é inteligente, é mal informada. Isso é um aprendizado da humanidade: saber melhor gerenciar os recursos que temos com as necessidades que nós temos. Isso, por exemplo, é um dos fatores que vai selecionar as empresas. Porque o mundo está muito cheio de gente e os recursos naturais são finitos, a interdependência se tornou uma coisa muito grande. Essa crise que estamos vivendo no sistema financeiro internacional é justamente o reconhecimento da interdependência. Então, essa é uma competência a ser instalada para você sobreviver. Senão você vai criar um risco e um problema para a sociedade e você vai dançar. A sustentabilidade começa com o despertar de algumas consciências.</p>
<p><strong>As empresas em todo o mundo têm conseguido navegar com sucesso nestes tempos líquidos ou estão flutuando sem rumo?</strong><br />
Empresa é um sistema vivo, integrante de um ecossistema complexo, com o qual interage e do qual depende. Essa definição de empresa é do Modelo de Excelência de Gestão, da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Portanto, o mesmo principio que determina a evolução das espécies, determina o das empresas. Tem algumas espécies na natureza que não conseguem se adaptar e ficam para trás e tem outras espécies que evoluem, porque se adaptam. Tem empresas que não vão conseguir acompanhar estes tempos. As suas estruturas não permitem.</p>
<p><strong>Existe prazo de validade para reformular o branding de uma empresa?</strong><br />
O branding tem uma essência que se aplica a uma circunstância. Essência é uma coisa mais perene, igual gente, quer dizer, você é a mesma pessoa desde que nasceu só que você vai vivendo uma circunstância em que vai aprendendo. Algumas coisas suas, essenciais, podem mudar, mas muito mais lentamente. Então, não tem um prazo, porque é a circunstância que vai dizer. Às vezes não são reformulações, são atualizações. É bem bonito você ver. A essência é a mesma e ela que determina a perenidade, mas cada turma que vem relê aquilo com a sua linguagem.</p>
<p><strong>Quais as condições necessárias para que uma empresa possa ter um branding bem sucedido?</strong><br />
O branding surgiu agora, tem uns 10 anos. As condições para uma empresa fazer um bom branding é a disposição da liderança, de dar este passo, é também a necessidade da empresa de dar este passo. Isso é muito importante. As vezes se a liderança quer, mas o mercado não pede fica muito difícil. Você precisa ter uma liderança que queira efetivamente e uma circunstância de mercado que demande isso para ser bem sucedido. Se você vai fazer isso sem ser necessário, provavelmente você terá dificuldades. Por isso que tem alguns seguimentos que são mais sensíveis ao branding. Em geral, serviços.</p>
<p><strong>Quando as empresas chegam até você, quais as principais necessidades?</strong><br />
Depende muito da empresa. Uma coisa é a razão dela vir até aqui, outra é por que ela fica. Elas vêm quando estão preocupadas com uma transição que estão vivendo. Essa transição pode ser a passagem de uma geração, a profissionalização da gestão, uma aquisição, uma fusão, pode ser a globalização do seu mercado local ou você indo para o mercado globalizado. Esses são os ativos intangíveis. É o jeito de ser, são os relacionamentos, os processos, é tudo aquilo que você não registra em um balanço, que não é palpável. E aí é que está a cultura, o jeito de ser.</p>
<p><strong>Você inspira muita gente, mas na sua vida e trabalho o que lhe inspira?</strong><br />
Qual é a minha inspiração? Olha, eu sou um jardineiro. No fim de semana eu trabalho com jardim, literalmente. E foi por acaso virei jardineiro, porque o médico me recomendou. Como minha cabeça funciona demais, ele falou que eu tinha que mexer com terra, com planta, para descarregar. E aí comecei a aprender as leis científicas que regem a dinâmica da vida e a me apaixonar, inclusive, por jardinagem de pedra. A pedra é uma coisa absolutamente inerte, então você tem que obedecer a forma dela. Você não corta pedra. Aprender a natureza e a ciência que define a saúde do seres vivos, isso é que me encanta. Por isso que o nome da empresa é Thymus. Entender o funcionamento é onde reside a ciência. A minha inspiração é a ciência que tiro da relação que tenho com os seres vivos que estão comigo e que fico mexendo, interferindo.</p>
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		<title>Telhas de café e laranja</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 18:46:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ótima pedida para acompanhar o chá ou o café da tarde.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/telhas.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-231" title="Foto por Guilherme Gomes/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/telhas.jpg" alt="Foto por Guilherme Gomes/Café Editora" width="322" height="483" /></a></p>
<p><strong>INGREDIENTES</strong> 1 xícara (chá) de açúcar + ¾ de xícara (chá) de farinha de trigo + ¼ de xícara (chá) de suco de laranja + ¼ de xícara (chá) de café forte coado + raspas da casca de 1 laranja + 100 g de manteiga sem sal derretida.</p>
<p><strong>PREPARO</strong> Misture o açúcar e a farinha; acrescente o suco e as raspas da laranja. Adicione, um por vez, o café e a manteiga e mexa até a mistura ficar homogênea. Reserve na geladeira por duas horas. Coloque a mistura num saco de confeitar e faça bolinhas de 3 cm de diâmetro sobre uma fôrma untada. Asse em temperatura média até dourarem por inteiro. Retire-as do forno e disponha-as sobre um tubo cilíndrico (pode ser uma garrafa de vinho). Elas devem secar e obter a forma de telha.</p>
<p>RENDE 30 PORÇÕES.</p>
<p>Receita criada por Hanny Guimarães especialmente para a Espresso.</p>
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		<title>Entre modernos e notáveis</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 18:35:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mesmo nos bairros mais descolados de Buenos Aires a tradição mora nos cafés. Uma volta pela capital portenha reserva aos viajantes frescor e história, nestes lugares onde a novidade nunca deixa que o passado fique para trás.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/viagem0.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-221" title="Foto por Roberto Seba - www.robertoseba.com" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/viagem0-200x300.jpg" alt="Foto por Roberto Seba/Café Editora" width="200" height="300" /></a></p>
<p>O café é uma instituição portenha por excelência. É o lugar para sonhar com os amigos, para dar soluções mágicas aos problemas do país. É aqui, melhor que em qualquer outro recanto, onde pensamos que as utopias são possíveis.&#8221; Horacio Spinetto, arquiteto e autor do livro Cafés de Buenos Aires, desenha com as palavras o cenário favorito dos cidadãos argentinos. Quem visita também percebe que o espaço não compõe só a paisagem, mas faz parte do enredo de uma capital que honra suas cafeterias com o título de patrimônio cultural.</p>
<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/tortoni.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-222" title="Foto por Roberto Seba - www.robertoseba.com" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/tortoni-300x225.jpg" alt="Foto por Roberto Seba - www.robertoseba.com" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Do centro antigo com seus rococós ao minimalismo industrial de bairros como Palermo, os cafés estão espalhados pela cidade, sejam notáveis ou novatos. Nos tradicionais, muita história. Intelectuais e artistas se entendiam em ideais enquanto as ideias resultavam em panelaços do lado de fora. Uma pena que hoje Borges, Gardel e Alfonsina confabulem de mentirinha, como estátuas decorando o Gran Café Tortoni, fundado em 1858, mas ainda vivo, com disputados shows de tango e longa fi la na porta. Não muito longe, nem tão cedo, na famosa Avenida Corrientes o comércio acorda e desperta também a fome por medialunas, deliciosos croissants que compõem o desayuno - café da manhã para os argentinos. No El Gato Negro é possível encontrar o pãozinho e mais uma infinidade de chás, especiarias e cafés com grãos de Quênia, Costa Rica e Brasil. A casa, aberta há 81 anos, e o amável gerente Juan Rodriguez seguem alheios às mudanças do tempo e permanecem cheios de estilo ao lado de outro imponente clássico, o La Giralda, um dos poucos lugares onde ainda se pode degustar com prazer e calma, mergulhado em chocolate quente, churros fresquinhos. Se preferir café, ele vem suave em um copo americano com charmoso suporte em alumínio.</p>
<p><strong><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/malba.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-223" title="Foto por Roberto Seba - www.robertoseba.com" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/malba-300x225.jpg" alt="Foto por Roberto Seba - www.robertoseba.com" width="300" height="225" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>VELHOS CONHECIDOS</strong><br />
Esses são ilustres por lei. Em 1998, foi criada uma Comissão de Proteção e Promoção dos Cafés Notáveis da Cidade de Buenos Aires. Coisa importante e que assegura que os templos ultrapassem o tempo, como já acontece com o El Ateneo, da Avenida Santa Fé, rodeado de memória e literatura, posicionado como artista no antigo palco da livraria. Além do El Estaño, que, embora distante da boemia do Centro, está cercado pela alegria multicultural dos imigrantes que fizeram o bairro La Boca ser reconhecido pela arquitetura e gastronomia.</p>
<p>Jovem e emergente, Puerto Madero defi nitivamente enche os olhos e o paladar principalmente no pôr do sol. Alguns portenhos admiram a pintura no céu, outros caminham no porto desativado ou cruzam o canal pela Puente de la Mujer, primeira obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava na América Latina. É na beira do cais que restaurantes famosos chamam a atenção. Antes da comilança, porém, o refresco pode vir da simpática Tea Connection. Esparramados nas cadeiras de madeira, protegidos por sombreiros, os clientes pedem chá gelado, embalagens para levar, ou podem também optar por um espresso.</p>
<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/lagiralda.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-224" title="Foto por Roberto Seba - www.robertoseba.com" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/lagiralda.jpg" alt="Foto por Roberto Seba - www.robertoseba.com" width="272" height="408" /></a><br />
<strong></strong></p>
<p><strong>DISCRETA ELEGÂNCIA</strong><br />
Os cafés costumam ser referência de seus bairros. Sabe-se muito sobre um lugar conhecendo a cafeteria local. O típico La Biela, por exemplo, denuncia a elegância discreta dos habitantes da Recoleta. Ao ar livre, tomam cafés, leem o jornal, reconhecem um amigo e o convidam para mais uma xícara. Assim pode ser todo sábado, quando a feira de artesanato se instala na praça em frente a uma atração turística curiosa da região, o cemitério.</p>
<p>A propósito, não há bairro que não tenha uma feira de artesanato para chamar de sua. A Praça Palermo Viejo, em Palermo, tem a mais descolada entre elas, e se o visitante se cansar, caminha tranquilo pelas ruas arborizadas, onde em cada esquina avistam-se galerias de arte, lojas de grife e o Bar 6, um dos melhores cafés da vizinhança. Portas de aço, paredes de cimento cru com pé-direito alto e poltronas de cores fortes dão um pouco de contraste na decoração simples e cool. No cardápio, um menu Antipânico com ingredientes frescos e drinques como o Café Frio refrescam o paladar.</p>
<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/elgatonegro.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-225" title="Foto por Roberto Seba - www.robertoseba.com" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/elgatonegro-300x225.jpg" alt="Foto por Roberto Seba - www.robertoseba.com" width="300" height="225" /></a></p>
<p>O roteiro entre modernos e notáveis leva até Palermo Chico, ao Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba) e ao menu leve com saladas, sanduíches, espressos e chás do Café des Arts. Ao lado do museu, mesmo resistindo ao cafezinho é impossível não sentar em uma de suas confortáveis cadeiras e simplesmente admirar quem passa, conversar com um amigo e depois seguir contemplando as artes. Soluções mágicas podem surgir ou apenas utopias. Para a questão, o papo é com Borges. Dizia ele que uma das funções da cidade é dar o diálogo. Aí está&#8230; Os cafés são a resposta.</p>
<p><strong>ONDE PAPEAR</strong></p>
<p><strong>BAR 6</strong><br />
Calle Armenia, 1.676, Palermo Viejo<br />
www.barseis.com</p>
<p><strong>CAFÉ DES ARTS (MALBA)</strong><br />
Avenida Figueroa Alcorta, 3.415, Palermo Chico<br />
www.malba.org.ar</p>
<p><strong>EL ATENEO GRAND SPLENDID</strong><br />
Avenida Santa Fé, 1.860, Recoleta</p>
<p><strong>EL ESTAÑO</strong><br />
Calle Aristóbulo del Valle, 1.100, La Boca</p>
<p><strong>GATO NEGRO</strong><br />
Avenida Corrientes, 1.669, Centro</p>
<p><strong>GRAN CAFÉ TORTONI</strong><br />
Avenida de Mayo, 825, Centro<br />
www.cafetortoni.com.ar</p>
<p><strong>LA BIELA</strong><br />
Calle Quintana, 600, Recoleta<br />
www.labiela.com</p>
<p><strong>LA GIRALDA</strong><br />
Avenida Corrientes, 1.453, Centro</p>
<p><strong>TEA CONNECTION</strong><br />
Calle O. Cossettini, 1.545, Loft 3, Puerto Madero<br />
www.teaconnection.com.ar</p>
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		<title>Um encontro com o chá</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 09:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>

		<category><![CDATA[cerimônia do chá]]></category>

		<category><![CDATA[chaji]]></category>

		<category><![CDATA[chakai]]></category>

		<category><![CDATA[chanoyu]]></category>

		<category><![CDATA[matcha]]></category>

		<category><![CDATA[o livro do chá]]></category>

		<category><![CDATA[revista espresso]]></category>

		<category><![CDATA[sen rikyu]]></category>

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		<description><![CDATA[Na cerimônia japonesa para tomar a bebida deve-se prestar atenção em tudo, inclusive em si mesmo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/chanoyu03.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-206" title="Chanoyu - Foto por gUi Mohallem" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/chanoyu03.jpg" alt="Chanoyu - Foto por gUi Mohallem" width="460" height="306" /></a></p>
<p>O ambiente vazio está cheio de significados. É assim o aposento reservado para sorver o chá na cultura japonesa. O lugar não pretende ser mais do que uma simples cabana, mas é fruto de observações cuidadosas sobre a arquitetura clássica do Japão. A simplicidade está em todo canto e em cada ato revela-se um conceito da tradicional Cerimônia do Chá, ritual iniciado por monges zen-budistas que, de passagem pela China e com a necessidade de se manterem despertos durante as meditações, levaram a bebida ao país nipônico e adaptaram o rito a seus costumes.</p>
<p>Como exceção na &#8220;morada do vazio&#8221; - nas palavras do autor de O Livro do Chá, Kakuzo Okakura -, somente um arranjo floral chamado de chabana e uma caligrafia que leva o nome de chodo estão dispostos em um nicho para edificação dos praticantes. Fica também um fogareiro que prepara a água da bebida. Antes da sala há um jardim, dando pistas da tranquilidade que vem a seguir. No início do culto - para os japoneses o momento é quase religioso -, os convidados se acomodam nos tatames e aguardam a entrada do anfitrião que irá preparar o elixir de suas vidas no encontro que, já se sabe, é único. Com a pessoa que irá conduzir o evento, entram em cena também os utensílios peculiares para a preparação do chá. Natsumê, chasen, hishaku, chashaku, fukusa, chakin, tana e chawan&#8230; A cerimônia pede calma, até para alguém não ficar perdido na tradução. Respectivamente, as ferramentas se apresentam: pote para guardar o chá, batedor de bambu para misturar chá e água, concha de bambu para a água, colher de bambu para pegar o chá, pano de seda para purificação, pano de linho usado para higienização dos apetrechos, bandeja e tigela para o chá.</p>
<p>Além dos muitos objetos, o natsumê guarda o protagonista do encontro. O chá-verde moído chamado matcha é o tesouro da cerimônia. Sem ele não há vazio que se preencha.</p>
<p><strong>SIMPLICIDADE E PACIÊNCIA</strong><br />
A leitura mostra um universo complexo e desconhecido, mas apenas a leitura. Na verdade, o balé de gestos do anfitrião exibe a simplicidade e a paciência típicas do Oriente. Aliás, para participar, as duas virtudes são pré-requisitos, e ser oriental não é. A professora do Centro de Chado Urasenke do Brasil, Bertha Nakao, diz que ultimamente os ocidentais andam mais dedicados que seus compatriotas. Há mais de quinze anos ela leciona a prática - há trinta é assistente do mestre Sokei Hayashi - e explica aos alunos o longo caminho a percorrer. &#8220;Ou você curte a paciência ou deixa o chá. Não tem meio-termo&#8221;, afirma.</p>
<p>O título de mestre só vem com a maturidade. O aposentado Roberto Neves, por exemplo, desenvolve a arte do chá há dez anos e conta que a graduação muitas vezes leva décadas. Ele brinca dizendo ser um aprendiz e que para &#8220;praticar o chá não basta entrar em um aposento e fazer a bebida, é preciso estudar e compreender o que está por trás dos movimentos, dos utensílios, da decoração&#8221;. De acordo com Roberto, o arranjo de flor não é feito aleatoriamente. Geralmente ilustra a estação do ano e tem a missão de levar para dentro do espaço um pouco da natureza. Com a caligrafia não é diferente, ela expressa o motivo da reunião e os sentimentos de quem recebe. Cada tatame que cobre o ambiente leva um nome e para pisar neles, o máximo de atenção é pouco. As passadas diferentes servem para que os participantes estejam o tempo todo prestando atenção no que estão fazendo. Uma forma de se conectar com o agora e nada mais.</p>
<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/chanoyu02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-207" title="Chanoyu - Foto por gUi Mohallem" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/chanoyu02.jpg" alt="Chanoyu - Foto por gUi Mohallem" width="460" height="306" /></a></p>
<p>No Ocidente, os detalhes se resumem e tudo vira cerimônia do chá. Para os precursores do momento, no entanto, cada encontro tem um sentido diferente. O evento pode ser chamado de chado (o caminho do chá), chanoyu (água quente para o chá, termo preferido pelos japoneses pelo conceito menos rebuscado), chakai (encontro para chá, usado quando se convida alguém informalmente para tomar a bebida) e chaji (cerimônia completa). Nas duas últimas definições são modos distintos que dependem da ocasião. O chakai é mais simples e nele se oferecem doces típicos e o usucha, um tipo de preparo do chá de sabor mais suave. Já o chaji requer formalidade e algumas etapas. Os convivas aguardam em um jardim anterior à sala do chá e após a espera são servidos de uma refeição da culinária kaiseki, comida leve e tradicional. A seguir, um doce anuncia a chegada da cerimônia de arranjo do carvão que alimenta as chamas do fogareiro e o preparo do chá fraco, o usucha. Por fim, um último rito se aproxima. É hora da cerimônia do chá forte, o koicha. O anfitrião se despede dos convidados e os acompanha até o portão, esperando a virada da esquina. O chaji pode levar horas e atravessar a manhã.</p>
<p><strong>O TEMPO É HOJE</strong><br />
O objetivo de tantos detalhes, por mais que se aponte o contrário, é simples: apreciar a beleza que existe nas coisas corriqueiras. De certa forma, o belo da simplicidade se perdeu em algum momento da história, na pressa do tempo, na cegueira material, em nós mesmos. No século XVI, quando Sen Rikyu, um dos principais mestres do desenvolvimento da chanoyu, indicou condutas para a celebração do chá, sua intenção era menos a exaltação de um produto e mais a compreensão de si mesmo.</p>
<p>Um dos alunos da professora Bertha, o aplicado Leonardo Boiko, não é mestre, mas se expressa com a sabedoria e a experiência que quatro anos de prática lhe ofertaram. Sobre a finalidade do estudo da cerimônia nos seus dias ele vê o sentido utilitário. &#8220;Eu sinto que a gente vive muito longe do dia. Você sonha muito com o futuro e idealiza em excesso o passado. Invariavelmente, quando você chega ao futuro, descobre que ele não era tão diferente e bom assim. É sempre quando eu conseguir um emprego, quando eu achar minha namorada, quando eu ficar rico&#8230; Esse tipo de filosofia, como a chanoyu, é como se fosse um estalo que te faz estar atento e acordado para o que está acontecendo agora. Chá para mim é uma coisa que deixa a minha vida boa agora e não daqui a cinco anos. A coisa toda da cerimônia é ter um lugar em que você tem que prestar atenção ao máximo em como constrói a casa, como trata as pessoas, como erra, o que diz, o que veste, tudo detalhado para ter harmonia, respeito, pureza e tranquilidade (wa, kei, sei, jaku).&#8221;</p>
<p><a href="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/chanoyu01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-208" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/chanoyu01.jpg" alt="" width="460" height="544" /></a></p>
<p><strong>PARA SABER MAIS</strong><br />
<strong>O Livro do Chá</strong>, por Kakuzo Okakura - Editora Estação Liberdade, 144 págs.<br />
<strong>Centro de Chado Urasenke do Brasil</strong> - Rua São Joaquim, 381, 4° andar, sala 44, Liberdade - São Paulo (SP)</p>
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		<title>Uma xícara de sensações</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 00:12:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[Conversamos com a especialista em chá Jane Pettigrew, que deu dicas preciosas para que você amplifique sua experiência com a bebida. Permita-se novas descobertas... Cheire, olhe, prove, deguste o chá!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-184" title="Ilustração por Mariana Mauro/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/comodegustar2.jpg" alt="Ilustração por Mariana Mauro/Café Editora" width="460" height="342" /></p>
<p>Degustar significa saborear. De acordo com o dicionário Michaelis, é &#8220;comer ou beber vagarosamente, com gosto; tornar saboroso; deleitar-se em, com lentidão calculada e voluptuosa; deliciar-se, regozijar-se&#8221;. O que parece nos dizer este sabido livro é que durante anos esquecemos o real valor do degustar, lascando meia dúzia de palavras técnicas ao gosto para traduzir o indecifrável. O oposto do saborear. E não é o que pede o chá. Longe das definições e mais perto do prazer, apreciar uma xícara da bebida não requer vocabulário rebuscado, mas sim uma pequena dose dos sentidos.</p>
<p>Na busca por seu chá favorito, serão infinitas complexidades de sabor, aroma e aparência, e quanto mais você provar, mais irá conhecer diferentes nuances entre variedades e tipos.</p>
<h5>Folhas que falam</h5>
<p>Para iniciar a jornada, comece dando uma boa olhada nas folhas secas da planta. Peça para vê-las antes de comprar. O exame é revelador. Observe se foram enroladas, torcidas ou se estão ao natural. Estes aspectos e também se a folha está inteira ou quebrada podem impactar no sabor e no corpo da infusão. As folhas devem ter aproximadamente o mesmo tamanho e não deve haver pedaços de galho ou caule misturados a elas.</p>
<p>A primeira característica importante de um chá é sua capacidade de expandir-se em contato com a água quente. Quanto maior for essa expansão, mais será possível sentir as nuances e sabores que cada chá tem a oferecer. Folhas pequenas e partidas, por exemplo, podem resultar em uma bebida forte na xícara. A infusão é mais rápida, pois a área em contato com a água é maior. Provavelmente, será um chá com maior acidez (adstringência). Folhas inteiras, no entanto, ampliam o potencial da bebida. Precisam de mais espaço para a infusão e são capazes de expandir-se quatro vezes mais. Por este motivo, na hora do preparo é melhor que estejam em contato direto com a água ou em infusores espaçosos.</p>
<p>Especialista em chá e autora de diversos livros sobre o tema, a inglesa Jane Pettigrew diz que, além da escolha do chá, é preciso atentar para a água que será utilizada na infusão. &#8220;O sucesso da bebida está intimamente ligado à água fresca, que permite que o chá revele todos os seus sabores&#8221;, comenta. A temperatura da água, a quantidade de chá e o tempo de infusão também não passam despercebidos por Jane. Entretanto, para cada tipo de chá existe um caminho mais recomendado.</p>
<p>Antes de fazer a infusão, sinta o aroma das folhas. É doce, defumado, frutado? Sinta o cheiro e deixe a memória trazer as lembranças. Uma vez feita a infusão, aprecie o aroma na xícara. O cheiro instiga a prová-lo? Assemelha-se ao aroma sentido nas folhas secas? Faça-se perguntas, mas não se prenda a respostas. Apenas sinta. O aroma pode revelar não só a qualidade, mas os sabores que virão a seguir.</p>
<h5>Na xícara e no paladar</h5>
<p>Jane Pettigrew explica que outra importante etapa da degustação é a aparência do chá na xícara. A infusão deve ser clara e brilhante. A cor pode variar de acordo com o chá. Jane indica a observação da cor em uma louça branca. &#8220;Geralmente, o chá preto mostra uma cor avermelhada, os oolongs possuem uma tonalidade entre o marrom-alaranjado e o marrom-escuro e o licor dos chás verdes apresenta coloração verde-amarelada. Chás de boa qualidade nunca devem ser turvos ou sem brilho&#8221;, ilustra.</p>
<p>Finalmente, o sabor. A parte decisiva e mais prazerosa dos sentidos não é, claro, menos importante. &#8220;Quando você estiver realmente degustando o seu chá, precisa estar consciente de como o sabor se desenvolve no paladar&#8221;, alerta Jane. Por isso, cada passo da experiência é fundamental. Sentir, olhar e cheirar somam-se a provar e igualam o prazer em saborear. É na degustação que percebemos se o chá tem de fato o que promete. Espalhe a infusão por toda a língua e sinta o corpo do chá. O sabor é duradouro ou se vai logo com o gole? Sinta os elementos de sabor. É floral, amargo, doce, cítrico, seco, oceânico, vegetal, refrescante? Jane conta que depois de algumas degustações é possível identificar camadas de sabores e as experiências tornam-se, a cada dia, mais intrigantes. Mas lembre-se: esses são apenas alguns elementos que podem indicar um caminho para que você explore ainda mais sua viagem com o chá. No final, a pergunta mais importante a se fazer é: é agradável? Se for bom, então aproveite e divirta-se.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-185" title="Ilustração Mariana Mauro/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/comodegustar1.jpg" alt="Ilustração Mariana Mauro/Café Editora" width="460" height="550" /></p>
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		<title>Entre, fique à vontade</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 00:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um lugar para reunir os queridos, compartilhar experiências gastronômicas, alimentar a alma e indicar tendências culinárias... Não, não estamos falando de um grande restaurante, mas do bom e velho lar, doce lar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-179" title="Foto por gUi Mohallem/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/cozinha_amigos_1-199x300.jpg" alt="Foto por gUi Mohallem/Café Editora" width="199" height="300" /></p>
<p>É terça-feira e o empresário Rene Aduan Junior liga para o amigo e chef de cozinha Rafael Leão. Na conversa, eles programam um jantar para o fim de semana com as respectivas esposas Roberta Hummel e Silmara Rodrigues e estendem a festança ao casal Ana Maria e Horácio Savoia. O restaurante, planejam, será na casa de Rene. Sim, você leu bem. O convite é para que eles se encontrem no ambiente caseiro e lá partilhem sabores, conhecimento e amizade.</p>
<p>O grupo faz parte da Cozinha Sem Segredos (CSS), uma comunidade de gastronomia que começou na internet e se tornou real na casa dos participantes. Em setembro de 2007, alguns usuários da rede social Orkut resolveram criar um espaço para compartilhar informações sobre culinária. Hoje são 400 membros, de várias partes do Brasil e do mundo, que se reúnem regularmente para experienciar, na cozinha, os temas discutidos no virtual.</p>
<p>Assim como na CSS, cresce o número de pessoas que buscam no aconchego do lar uma forma de se aventurar na cozinha, testar receitas e, na companhia de velhos e novos amigos, terem uma alternativa ao tradicional ambiente de restaurante para comer bem.</p>
<h5>Nostalgia, bem-estar e exclusividade</h5>
<p>A tendência de se reunir com os amigos para ser o chef do próprio paladar está ligada a diversos conceitos e não cabe rotular um encontro tão múltiplo. Entretanto, vale ressaltar os termos que permeiam o momento que chega preenchendo a casa com novidades de tão longe, mas, quando conhecidas, mostram-se mais próximas do que se podia imaginar. Nomes novos e em inglês que reformulam velhos significados em qualquer língua e nos fazem voltar às origens, como a Comfort Food(comida que conforta), que é o prato e o ambiente que remetem a boas lembranças do tipo o bolinho de chuva que a avó fazia para que você pudesse ver o filme da Sessão da Tarde bem alimentado e esparramado no sofá; a Foodie 2.0 (comida 2.0), em que cozinheiros amadores ou profissionais interagem por meio de redes virtuais e discutem temas ligados à gastronomia; ou mesmo a Clandestine Cuisine (cozinha clandestina), encontros gastronômicos para poucos - geralmente com nome na lista -, que também ocorrem em um ambiente informal com endereço e cardápio divulgados nos dias dos jantares.</p>
<p>Nesse último caso, espalham-se eventos bem-sucedidos, realizados em surdina, mas bem disseminados no boca a boca. O Les Amis de Portas Fechadas é um deles. Projeto dos chefs Pila Zucca e Demian Figueiredo, realizado quatro vezes por mês, em São Paulo (SP), é um espaço de experimentações culinárias da dupla e, também, para o paladar dos visitantes. A cada encontro, 12 pessoas - algumas desconhecidas entre si - reúnem-se em torno de uma mesa única para degustar o cardápio temático, assinado por Pila e Demian. Só para termos uma ideia, os temas vão de &#8220;Sucessos lá de Casa&#8221;, que são receitas que fazem sucesso nos recantos dos dois chefs, a &#8220;Big Apple em Chamas&#8221;, que conta um pouco da história de Demian em Nova York.</p>
<p>Pila e Demian são amigos e juntos dirigem o Les Amis Buffet. Ano passado, sentiram vontade de cozinhar para um número menor de pessoas e experimentar novos horizontes na cozinha. Surgiu o Les Amis Portas Fechadas. &#8220;Nós recebemos pessoas que de certa forma têm alguma relação com a gente. Elas entram em contato via e-mail antes e contam quem são. É como se recebêssemos amigos em casa&#8221;, conta Demian. O projeto funciona como um restaurante, mas em um ambiente informal, íntimo e confortável. Os clientes pagam cerca de R$ 120 para degustar o menu da noite e de bônus podem ganhar amizades para a vida inteira.</p>
<h5>A festa de Babette</h5>
<p>Na Cozinha Sem Segredos, ao contrário, ninguém paga pelo jantar. Combinam entre si o que cada um irá levar no encontro ou dividem a conta depois. No evento do fim de semana, citado no início deste texto, Rene e Rafael prepararam os pratos gourmet para delírio do grupo: joelho de porco à pururuca e purê de mandioquinha com wasabi - receita do parceiro de CSS, Mark Wei, que não pôde comparecer, mas deixou sua marca -, salada de papaia verde com camarão thai e creme de aspargos com vieiras e trufa. Ana Maria ficou às voltas com os pães, a terrine de legumes e o confit de tomates. Delícias que a advogada aprendeu com a família e hoje compartilha com os amigos.</p>
<p>Engana-se quem pensa que quem não cozinha não coloca a mão na massa, ou melhor, na água. Cada um colabora como pode e a limpeza da louça suja é ponto importante na comunidade. Os gourmands ficam com a pia e as panelas. A receita para compartilhar afinidades gastronômicas com os amigos, diz Rene, é não ter receita. &#8220;É a festa de Babette. Uma doação. Cada um dá o seu melhor. O ambiente é propício e a comida conforta. Não tem como errar.&#8221;</p>
<h5>Visite</h5>
<p><strong>Cozinha Sem Segredos:</strong> <a href="http://www.cozinhasemsegredos.multiply.com " target="_blank">www.cozinhasemsegredos.multiply.com </a><br />
<strong>Les Amis de Portas Fechadas:</strong> <a href="http://www.lesamiscozinha.com.br/portasfechadas " target="_blank">www.lesamiscozinha.com.br/portasfechadas </a></p>
<p><strong>RECEITA FÁCIL PARA RECEBER OS AMIGOS</strong></p>
<h5><img class="alignnone size-medium wp-image-180" title="Foto por gUi Mohallem/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/cozinha_amigos_2-199x300.jpg" alt="Foto por gUi Mohallem/Café Editora" width="199" height="300" /></h5>
<h5>CONFIT DE TOMATES</h5>
<p><strong>Ingredientes:</strong> tomates médios, maduros e firmes + sal + pimenta-do-reino + tomilho + manjericão + dentes de alho inteiros e com casca + azeite. <strong>Modo de preparo:</strong> corte os tomates ao meio e tempere com sal e pimenta. Coloque em um recipiente onde caibam sem sobreposição e intercale com o alho e galhos de tomilho e manjericão. Cubra 2/3 dos tomates com azeite e leve ao forno na temperatura mais baixa possível durante 2 horas. Espere esfriar, retire a pele e guarde-os imersos no azeite. <strong>Dica:</strong> sirva com fatias de pão e com o alho, que ficará deliciosamente cremoso.</p>
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		<title>Coração de mãe</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 23:51:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[Acompanhamos um jantar na Confraria do Nhoque. Um encontro gastronômico promovido pela chef Ariela Doctors que reúne amigos, amigos de amigos e sempre acolhe mais um em torno da boa mesa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-176" title="Foto por gUi Mohallem/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/cozinha_amigos_8.jpg" alt="Foto por gUi Mohallem/Café Editora" width="460" height="306" /></p>
<p>A combinação cromática da casa de Ariela Doctors é convidativa. Descendo as escadas, o que encanta, depois da cor, é o quintal gramado, onde estão dispostas mesas e velas para os amigos da noite e a nave de papelão do pequeno Felipe, filho dela, que leva a uma viagem nostálgica. Os detalhes tornam mais confortável a presença do convidado, que pode se refestelar nos sofás macios.</p>
<p>Desde novembro de 2007, a chef do restaurante Tanger reúne em sua casa, em São Paulo (SP), religiosamente sempre no dia 29 de cada mês, cerca de 30 pessoas (há exceção em fevereiro). Começou com a família e alguns amigos, com a ideia de um lugar para experimentações culinárias. Hoje, a turma avançou para os amigos dos amigos, fazendo crescer a fila de quem deseja participar da Confraria do Nhoque, sempre com uma receita diferente da massa. Para isso, é necessário antes fazer contato via e-mail.</p>
<p>Entre um afago e outro em Felipe, Ariela explica com calma a delícia do jantar e escuta as dicas da mãe, dona Diná, que também ajuda na preparação do cardápio. O marido não fica atrás e diz &#8220;que um sem o outro não dá&#8221;. Os convidados começam a chegar e ele é quem os recebe enquanto Ariela ajeita os últimos detalhes. De entrada, uma casquinha gratinada com camarão e, a seguir, chega o Nhoque à Antiga, receita do chef francês Paul Bocuse.</p>
<p>Ariela apresenta o menu aos convidados, ansiosos pelos sabores que estão por vir. Um pouco de história, um bocado de emoção, boas técnicas e na mesa dá pra sentir o que é ter paixão pelo que se faz. A arte de receber, a chef domina. Para finalizar, um pavê adoça o paladar. Os visitantes, já entrosados, dão gargalhadas em um canto, discutem política em outro e nem se lembram de que pagaram - coisa pouca - para estar ali.˙</p>
<h5>SERVIÇO</h5>
<p><strong>Visite o blog</strong>: confrariadonhoque.blogspot.com</p>
<p><strong> Para participar</strong>: ariela@restaurantetanger.com.br</p>
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		<title>Cinco receitas que esquentam</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 22:09:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[O café reúne, conforta e aquece, qualidades que o corpo busca nos dias de frio. o cobertor perfeito para o clima ameno é também o ingrediente principal dos drinques da estação. Para não deixar nossos leitores descobertos, convidamos especialistas no preparo de bebidas deliciosas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-104" title="Capa/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/seucafecapa.jpg" alt="Capa/Café Editora" width="120" height="157" /></p>
<p>Quando o vento frio sopra entre as frestas da janela e nos faz tremer, logo buscamos um recanto cálido para nos proteger do clima frio que chega. Aquecidos por fora, é hora de preparar algo que nos esquente por dentro e anime os que compartilham os retalhos do cobertor. O café, tradicionalmente quente, não só combina com o momento como é consumido 10% mais no inverno.</p>
<p>Nas cafeterias, a bebida aquece o movimento, que cresce 30% nos dias de baixa temperatura. Uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) revelou um dos principais motivos que levam à procura pelo grão: o café esquenta. Resposta dada por 68% dos entrevistados na análise.</p>
<p>Se as estatísticas apresentam os números, nós sentimos na pele os efeitos benéficos do café na época congelante. A sensação confortável é ainda melhor se a bebida for combinada a diferentes ingredientes que adicionam ainda mais sabor e aconchego. A ideia de produzir um drinque de café para o inverno foi colocada em prática por cinco especialistas em bebidas que toparam dividir conosco um pouco desta sabedoria: três baristas, uma bartender e um chef de cozinha. Cada um deles, a convite da Espresso, elaborou uma receita exclusiva com pitadas cítricas, frutadas, de especiarias e gelada - por que não? - e dão a dica para que seu inverno seja intenso.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-95" title="Foto por Rogério Voltan/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/seucafe1-200x300.jpg" alt="Foto por Rogério Voltan/Café Editora" width="200" height="300" /><strong><br />
Ponche de Café</strong><br />
por Tatiane Rodrigues</p>
<p><strong>Ingredientes:</strong> Maracujá,laranja sem casca e sem sementes, maçã sem casca e sem sementes, abacaxi, cravo, canela, açúcar, 30 ml de café espresso.<br />
<strong>Preparo:</strong> Pique todas as frutas em cubinhos pequenos. A quantidade é a gosto. Para 220 ml de água, misture 3 colheres de sopa cheias de açúcar e adicione as frutas, o cravo e a canela. Cozinhe para que as frutas e as especiarias liberem bastante sabor e aroma. O chá está pronto. Deixe esfriar - não muito - e preencha com ele uma taça alta até próximo da borda. Por fim, acrescente uma dose de 30 ml de café espresso ou preparado na french press.</p>
<h5>MEMÓRIAS DE INFÂNCIA</h5>
<p>Ainda pequena, quando observava a mãe trançar da cozinha para a sala, Tatiane Rodrigues não imaginava que a movimentação poderia servir de inspiração no futuro. Os passos maternos, na verdade, ocorriam quando a mãe convidava algumas amigas para um bate-papo em casa e, para molhar a palavra, oferecia um chá de frutas que exalava agradável perfume no ambiente.</p>
<p>Da lembrança de menina, a barista Tatiane retomou o chá e aliou-o ao ingrediente que mais domina atualmente, o café. Para preparar o drinque de inverno, que apelidou carinhosamente de Ponche de Café, experimentou fazer a infusão e acrescentar um grão de acidez mais alta. O café da região Mogiana Paulista combina com o frutado da bebida. &#8220;Eu gosto muito da mistura de frutas com especiarias, e acrescentar o café mais cítrico elevou o sabor da infusão&#8221;, comenta.</p>
<p>Barista há cinco anos, Tatiane lembra-se de seu contato inicial com o café. Diz que começou a gostar primeiramente como profissão e depois como consumidora. De família mineira, embora natural de Campinas (SP), ela começou adicionando generosas colheradas de açúcar no espresso e foi diminuindo até se acostumar com o sabor. Hoje, não suporta a bebida adoçada e se diz uma cliente &#8220;chatíssima&#8221;.</p>
<p>Como boa profissional do café que é, prefere a bebida-solo, mas no caso do Ponche abre até uma exceção. O gosto pela descoberta e a vontade de fazer drinques criativos, de preparo fácil e com sabor predominante de café aguçam criações como essas. Para Tatiane, que gostou muito desse resultado pelo perfume e pela intensa troca de sabores e aromas, o charme deste drinque está em morder as frutas, principalmente o abacaxi, e deixar o cheiro conquistar os amigos.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-98" title="Foto por Rogério Voltan/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/seucafe2-200x300.jpg" alt="Foto por Rogério Voltan/Café Editora" width="200" height="300" /></p>
<p><strong>Irish Frozen</strong><br />
por Greigor Caisley</p>
<p><strong>Ingredientes:</strong> 1 dose de uísque Jameson (50 ml), 1 dose de licor Baileys (50 ml), 100 g de sorvete de cerveja Guinness, 30 ml de café espresso.<br />
<strong>Preparo:</strong> Bata tudo em um liquidificador e sirva em uma taça alta. Finalize com raspas de chocolate.</p>
<h5>GELADO, PERO NO MUCHO</h5>
<p>O chef australiano Greigor Caisley está há nove anos no Brasil. Seu português-gringo quase engana os desavisados. Greigor fala tão bem nossa língua quanto domina os ingredientes típicos do País. Quando chegou, trabalhou com Nina Horta, cronista gastronômica e proprietária do bufê Ginger, e hoje coordena seu próprio bar-restaurante em São Paulo (SP), o Drake&#8217;s.</p>
<p>O olhar estrangeiro sobre as peculiaridades brasileiras o faz crer que aqui o inverno não é tão rigoroso e até costuma ver pessoas saboreando sorvetes durante a estação. Por isso, quando convidado para participar desta matéria, não hesitou em combinar uma de suas criações com café. O chef, fascinado também pela mistura de líquidos, serve em seu restaurante um sorvete exclusivo feito com sorvete de cerveja Guinness. Foi com esse ingrediente gelado que criou o Irish Frozen.</p>
<p>&#8220;Eu acho que isso de tomar drinque quente no inverno é um pouco de ficção aqui no Brasil, mas de qualquer forma, escolhi o sorvete por achar que daria mais cremosidade e por combinar com o sabor do café. Quando você toma a cerveja Guinness o sabor lembra caramelo e café&#8221;, justifica.</p>
<p>Gelado ou não, devido à presença de uísque e licor o drinque esquenta tudo por dentro sem perder o sabor do café, provando que vai bem em qualquer ocasião, até nos dias frios.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-99" title="Foto por Rogério Voltan/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/seucafe3-200x300.jpg" alt="Foto por Rogério Voltan/Café Editora" width="200" height="300" /></p>
<p><strong>Drinque de Macaron</strong><br />
por Lilian Machado</p>
<p><strong>Ingredientes do creme:</strong> 100 ml de creme de leite, 50 g de chocolate branco, 1 colher (sopa) de licor de amêndoas Amaretto, 60 ml de café espresso.<br />
<strong>Ingredientes da cobertura:</strong> 50 ml de água, 1/2 xícara (chá) de açúcar, 50 g de amêndoa torrada e moída, 2 claras de ovo.<strong><br />
Preparo do creme:</strong> Derreta o chocolate branco em banho-maria ou no micro-ondas por 50 segundos. Acrescente o creme de leite, fazendo um ganache, e por fim adicione o espresso e o licor.<br />
<strong>Preparo da Cobertura:</strong> Faça uma calda quente com o açúcar e a água. Bata as claras em neve e acrescente a calda quente, deixando-a no ponto de merengue, e por fim a amêndoa torrada.<br />
<strong>Montagem do drinque:</strong> Sirva em uma taça alta, primeiro o creme e depois a cobertura derramada levemente com uma colher para não misturar.</p>
<h5>CHARME FRANCÊS</h5>
<p>Um famoso docinho italiano, popularizado pelos franceses, ganhou contornos mais brasileiros pela criatividade da barista Lilian Machado. O macaron foi reinventado por Lilian, que o transformou em drinque e acrescentou uma pitada nacional. Misturando café ao charmoso doce, ela ganhou o 4º Campeonato Paranaense de Barista e, para a Espresso, reformulou a delícia, acrescentando licor.</p>
<p>Profissional do café há dois anos, Lilian saiu do Mato Grosso do Sul (MS) para ampliar conhecimentos em hotelaria e chegou a Curitiba (PR), mas logo percebeu que tinha inclinação para outra profissão. Foi em uma cafeteria vizinha que despertou seu interesse por café. Não tardou e, após uma entrevista, convidaram-na para trabalhar no Lucca Cafés Especiais da cidade onde está até hoje.</p>
<p>Para testar novas criações, aproveita o tempo livre na cafeteria e brinca com os quitutes da casa em busca da mistura perfeita com café. &#8220;Se eu tenho a base, então incremento. O doce de macaron estava uma febre no Lucca, então eu pensei que acrescentando café à mistura do ganache ficaria bom&#8221;, revela. Lilian conta que a maior dificuldade em elaborar um drinque é o ineditismo. &#8220;É muito complicado criar algo novo, porque quase tudo já foi feito.&#8221; É no &#8220;quase&#8221; que ela se apoia e encontra inspiração em bases que já conhece e sabe que pode dar certo. Na montagem da bebida, entretanto, a criatividade aflora.</p>
<p>Segundo Lilian, a escolha do café é determinante. Para chegar a um resultado mais cítrico, usa-se um tipo de café. Se o desejo for um sabor mais adocicado, a escolha deve ser a de um grão que apresente essa característica. No caso do Drinque de Macaron, que acredita ser uma ótima pedida em noites frias, a barista utilizou um blend de café das fazendas Serra das Três Barras e Icatu, ambos do Sul de Minas.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-100" title="Foto por Rogério Voltan/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/seucafe4-200x300.jpg" alt="Foto por Rogério Voltan/Café Editora" width="200" height="300" /></p>
<p><strong>Espresso Martíni</strong><br />
por Talita Simões</p>
<p><strong>Ingredientes:</strong> Gim, canela, 30 ml de café espresso, 20 ml de licor de café.<strong><br />
Preparo:</strong> Coloque a canela no gim e deixe curtir por duas semanas. A garrafa ficará marrom-escura devido à coloração da canela. Para preparar o drinque, misture em uma coqueteleira, em banho gelado, 50 ml do gim curtido, o espresso e o licor de café e agite bem até esfriar o café e criar uma espuma. Sirva com dupla coagem em uma taça de martíni previamente resfriada.</p>
<h5>COSMOPOLITA</h5>
<p>A bartender Talita Simões se compara ao drinque pelo qual é apaixonada, o martíni. Moderna e cosmopolita, a moça não perdeu tempo e combinou sua bebida favorita ao Grand Cru Leggero, um blend de café da Nespresso, criando o sofisticado Espresso Martíni. A habilidade com a mistura de destilados foi desenvolvida em bares londrinos. Aos 18 anos, Talita foi para a Inglaterra, queria conhecer o mundo. Na época, o inglês básico só segurava o trabalho de garçonete, que ela agarrou, claro, mas de olho no bar. Meses depois, mal cabia em si: estava no bar do Hotel Hilton, no bairro Chelsea. Autodidata, foi atrás de bartenders experientes como Dick Bradsell para aprender os detalhes da coquetelaria. De volta ao Brasil, montou o bar do restaurante Gabriel, em São Paulo (SP), e foi supervisora do Hotel Unique, também na capital.</p>
<p>Drinque quente com café ela já fez, por isso aposta na bebida como elemento em suas criações. &#8220;Você só tem que tomar cuidado para não misturar muitos sabores porque pode perder o café, que costuma ser persistente&#8221;, pontua. No Espresso Martíni, que elaborou para esta matéria, não cabe usar o café coado porque a cremosidade, presente apenas no espresso, se perde. O drinque forte, ela acredita, esquenta, anima e cai bem para finalizar uma refeição.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-102" title="Foto por Rogério Voltan/Café Editora" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/seucafe5-200x300.jpg" alt="Foto por Rogério Voltan/Café Editora" width="200" height="300" /></p>
<p><strong>Clementine Caffè</strong><br />
por Marco De la Roche</p>
<p><strong>Ingredientes:</strong> 60 ml de café espresso, 30 ml de licor de laranja Grand Marnier, 30 ml de licor de chocolate branco Godiva, 5 gotas de suco de tangerina, 2 carpaccio de gengibre, uma porção de chantilly, raspas de chocolate branco, raspas de tangerina.<br />
<strong> Preparo:</strong> Em uma taça para drinque quente, tamanho médio, coloque o Grand Marnier, o Godiva e as gotas de tangerina. Mexa suavemente. Passe as fatias finas de gengibre na borda, despeje a mistura e adicione o espresso. Acrescente uma porção de chantilly e finalize com raspas de tangerina e chocolate branco.</p>
<h5>TARDES DE TANGERINA</h5>
<p>Ela já foi tema de música do cantor Johnny Cash, nome de personagem em filme hollywoodiano e eternizada no cancioneiro popular americano com o trecho oh querida Clementine. A tangerina, como é mais conhecida no Brasil, é a estrela do drinque de inverno com café que o mixologista Marco De la Roche preparou.</p>
<p>Aos 26 anos, Marco tem investido na carreira de bartender e devora tudo o que encontra sobre coquetelaria. Agora mesmo está envolvido com o novo conceito da área, a mixologia moderna, que é a aplicação de conhecimentos científicos ao universo das bebidas. Consciente, quis bolar um drinque que pudesse ser reproduzido em casa e a ideia de usar a tangerina na elaboração veio por acaso, pelo colorido da fruta. De olho nas tendências, mas sem tirar o pé do tradicional, Marco - que também é barista - criou o Clementine Caffè, que para ele tem sabor de fim de tarde e papo a dois.</p>
<p>Perguntado sobre por que o drinque combina com o inverno, Marco buscou respaldo na ciência. &#8220;Primeiro porque é quente, tem graduação alcoólica e os cítricos despertam a sensibilidade do paladar. E segundo porque leva creme e é natural nesta época ingerir mais gordura. Os animais, por exemplo, têm sempre uma camada maior de gordura para se proteger do frio.&#8221;</p>
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		<title>O fabuloso destino das especiarias</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 21:19:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma viagem histórica ao mundo dos condimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-147" title="especiarias_cultura" src="http://www.hannyguimaraes.com/wp-content/uploads/especiarias_cultura.jpg" alt="especiarias_cultura" width="250" height="250" /></p>
<p>“O Brasil na Rota das Especiarias é uma obra para todos aqueles que apreciam as histórias de aventuras vividas pelos homens atrás de sabores e aromas”. Com esta frase os diversos cadernos de cultura e artes pela Internet iniciam sua resenha sobre o novo livro da jornalista Rosa Nepomuceno.</p>
<p>Porém, se nos limitássemos a repetidas resenhas, cairíamos no mesmo erro dos antigos navegadores. Nos restringiríamos às margens do mar, nesse caso à leitura superficial das páginas, com receio de sucumbir no vazio do horizonte. Embarcar na fabulosa viagem proposta pela autora pelo mundo saboroso das especiarias é ter a oportunidade de romper os limites de lendas e mitos e navegar pelas rotas históricas que as riquezas orientais percorreram.</p>
<p>Em uma época que condimentos, temperos e plantas eram tidos como moeda de troca, equiparando-se hoje as cifras milionárias do petróleo, as narrativas mitológicas no ocidente serviram como poderosa arma contra os que tentavam chegar ao lucrativo comércio das ervas e sementes. Em busca dos tesouros de povos distantes, culturas milenares foram destruídas favorecendo o enriquecimento e sobrevivência dos povos europeus.</p>
<h5>Aromas e sabores</h5>
<p>Lançado pela editora José Olympio, o livro conta de forma competente e objetiva a saga dos navegadores envolvidos pelo inebriante aroma oriental que, ao longo dos séculos, levou as preciosidades às mesas de todo o mundo. No Brasil, não foi diferente e logo as plantas vindas da Ásia se habituaram ao rigoroso clima tropical da colônia. Descobriu-se também que tínhamos nas imensas florestas iguarias diversificadas que, tanto serviam para aguçar o paladar e conservar os alimentos, quanto no trato medicinal.</p>
<p>Em um minucioso trabalho de pesquisa, Rosa conta as curiosidades de cada espécie, sua utilidade e história. Em cada página, arrisca-se um mergulho no assombroso mar de monstros e fábulas desmentidas com o passar dos anos. Nossa moderna gastronomia hoje colhe os frutos das lendas passadas. Da refinada culinária francesa à temperada comida tailandesa, da sofisticação inglesa à feijoada brasileira, todas passam por uma só rota, a das especiarias.</p>
<p>Foi por esse caminho que se chegou aos grandes pratos e à arte de cozinhar. Pesquisa técnica ou pura intuição, os grandes chefs hoje fazem sucesso combinando os mais variados aromas e sabores. Não obstante, os que se aventuram em casa também sabem da importância de conhecer bem os alimentos que manuseiam. Uma simples curiosidade sobre cada prato surpreende e acrescenta em um jantar entre amigos e leva conhecimento a uma boa conversa.</p>
<h5>Curiosidades das “grandes”</h5>
<p><strong>Canela:</strong> Originária do atual Sri Lanka, é a queridinha dos indianos. Para os povos hindus, esquenta e conforta o coração. Combate a fraqueza e o desânimo e aquece o corpo nas gripes.<br />
<strong><br />
Cravo:</strong> Esse é popular no docinho de festa, o charmoso beijinho doce. O cravo-da-índia, como é conhecido têm cheiro inconfundível e é usado no combate a bactérias, fungos, parasitas, micoses e, também, como analgésico na dor de dente.</p>
<p><strong>Pimenta do Reino:</strong> Carro chefe das especiarias, dá sabor picante aos alimentos. Têm propriedades digestivas e estimula o apetite. Também chamada de pimenta-da-índia ou pimenta-negra é nativa do sudeste indiano.</p>
<h5>O Brasil na rota das especiarias – O leva-e-traz de cheiros, as surpresas da nova terra</h5>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<br />
por Rosa Nepomuceno<br />
Editora José Olympio<br />
174 páginas<br />
$30,00</p>
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