
Esqueça a monotonia cinzenta que prevalece nos prédios e corredores corporativos convencionais. Com apenas dois meses de idade, ou melhor, de lançamento, a aeiou já dá os primeiros passos rumo ao competitivo mercado de telefonia celular de olho em um público mais descolado. E faz isso sem se preocupar com infra-estrutura tradicional.
Em vez de uma rede de lojas, tem apenas uma. Essa loja-conceito fca instalada no pedaço mais charmoso de São Paulo, a Vila Madalena. Lugar que não foi escolhido por acaso, pois o bairro concentra algumas lojas e bares que atraem pessoas com o perfl que a aeiou busca conquistar: jovens entre 15 e 30 anos, antenados e modernos.
Na parede do estacionamento, um imenso grafte dita as cores do diálogo com a audiência. A pintura feita pelos artistas Walter Nomura (“Tinho”) e André Monteiro (“Pato”) é, até o momento, o maior grafte da cidade, com 50 metros de extensão e 15 de altura, refetindo a essência da marca que a empresa quer ter.
A aeiou vai trabalhar apenas com planos pré-pagos, e os serviços serão todos oferecidos pela internet, sem lojas adicionais. A idéia é manter um número de 70 funcionários trabalhando na sede multicolorida. E, diferentemente das concorrentes, em vez de vender os chips eles vão distribuí-los gratuitamente a quem quiser, por meio de vans espalhadas pela cidade. “É para que ninguém esqueça que a aeiou é cool”, brinca José Roberto de Melo da Silva, presidente da Unicel, empresa que controla a nova operadora.
O jeito cool de se colocar diante da concorrência parece ir além da mera competição. A idéia da empresa é se tornar também um canal para divulgação de novos artistas, com exposições de arte de todos os tipos, no lounge superconectado da loja, e com a difusão de bandas alternativas, via rádio web, no site da empresa (meuaeiou.com.br), espaço virtual para onde se estende todo o trabalho da operadora de celular.
Vários pufes espalhados na recepção e na cafeteria do lugar, laptops com conexão livre – para o próprio cliente habilitar o serviço de seu telefone e checar gastos e tarifas no site da empresa – e mais graftes decoram o primeiro andar da única loja da nova operadora. As salas dos funcionários mais parecem galerias de arte que escritórios. Pinturas dão um ar descontraído e informal. Saindo de lá, a sensação que fca é a de que os blocos de concreto colorido da aeiou estão mais para obra de arte que para prédio empresarial.
•Como o grafte pode se tornar um investimento:
resultson.com.br/ed/12/investimento
•Conheça alguns trabalhos comerciais envolvendo grafte:
resultson.com.br/ed/12/comercial
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Ficha Técnica Data de publicação: Edição 12 - Novembro 2008 Veículo: Revista ResultsOn |