Um lugar ao sol

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Existem poucos lugares em que as diferenças convivem sem grandes conflitos. Neles, a fusão de sotaques, culturas, ritmos, cores e gostos acrescenta aos moradores a serenidade da tolerância; e aos visitantes, experiências únicas. A riqueza da coexistência parece fazer parte da rotina de um destino exuberante, em que multiplicidade virou sinônimo de crescimento, na última década.

Na Península de Yucatán, no México, está a irresistível Riviera Maia, um paraíso com mais de 120 quilômetros de costa, de Puerto Morelos até Tulum, banhado pelas águas do Mar do Caribe. Situada no estado de Quintana Roo, um dos mais ocupados pelo antigo império maia, abriga diversos grupos étnicos e surpreendentes sítios arqueológicos, vestígios das civilizações pré-colombianas, que atraem todos os anos mais de 3 milhões de turistas intrigados com o ontem e o hoje da região.

Mas não pense que esse número é devastador. As pessoas na Riviera convivem harmonicamente tanto entre si quanto com as belas paisagens naturais que as cercam. Respeito é palavra de ordem por lá, ainda que os raios solares não sejam os únicos a brilhar na areia branca e fina do litoral.

Passado reinventado

Os atuais habitantes colhem os frutos da sabedoria visionária dos antepassados maias. A cultura, a mitologia e a ciência desse povo permanecem vivas e, retomadas, convertem a Riviera em lugar de destaque no cenário turístico mundial.

Imponentes hotéis e resorts luxuosos foram construídos com o devido cuidado, para não agredir a estrutura local. Escondidos na floresta, eles agora fazem parte do palco diversificado de atrações da Riviera. As alternativas de diversão são inúmeras. Seja por terra, seja por céu, seja por mar, as opções são, além de convidativas, tentadoras experiências que combinam cultura e entretenimento.

O Mandarin Oriental Riviera Maya é um desses fabulosos lugares. Inaugurado em fevereiro deste ano, o resort é cercado por rica fauna, por jazidas arqueológicas e por cristalinas águas cor de turquesa, que acariciam a branca areia das praias solitárias. Mesmo estreante, já se tornou referência no ramo de hotelaria de luxo.

O grupo Mandarin soube decifrar bem os mistérios de uma cultura sofisticada como a dos antigos povos que ali habitavam. A palavra maia, que também segue o projeto, em um significado mais amplo, é utilizada para referir traços culturais ou étnicos. Compartilha-se tal definição no Mandarin. Seu conceito está calcado na apresentação de diferentes identidades, perceptíveis na arquitetura e presentes nas atividades oferecidas pelo hotel. Tudo isso sem deixar de lado certos confortos atrelados à vida moderna.

Integrar para desconectar

Localizado a 30 minutos do Aeroporto Internacional de Cancún, o resort conta com 128 acomodações, cuja magnitude torna impossível chamá-las simplesmente de quartos. Para se ter uma idéia, todas as instalações têm terraços ou jardins privativos, alguns até com piscinas exclusivas. Claro que todo esse luxo tem um preço, aliás, vários. Uma diária em alta temporada não sai por menos de 700 dólares, mas a verdade é que as cifras contabilizadas rendem um saldo final de deleite no que pode ser chamado de pequeno éden contemporâneo.
A decoração não passa despercebida. Toques asiáticos tomam conta do lugar e dividem espaço com obras de artistas mexicanos. As filosofias oriental e maia também se encontram para conferir um clima de santuário ao suntuoso spa do Mandarin.

De onde vem a calma?

Não é preciso ir muito longe para se divertir ou se desintoxicar da correria da vida nos grandes centros. A tranqüilidade mora ao lado, ou melhor, ela circunda todo o hotel. Há riachos em que os hóspedes podem passear de canoa até a praia, de onde partem para incursões mais ousadas, como o windsurfe ou a prática da vela. Os muitos cenotes da região –profundas grutas com água doce– também são um convite à descoberta. Mergulhar nessas águas sagradas deixa o visitante com sensação de físico renovado.

A apenas 10 minutos do Mandarin, o mar suave da Playa del Carmen afaga os banhistas. As atividades podem não ser tão ousadas, mas nem por isso menos intensas. Como, por exemplo, descobrir que felicidade pode ser deixar o corpo flutuar sobre as águas, abrir os olhos e ver que ainda existe céu limpo, inebriantemente azul.

Para os amantes do golfe, há o campo do clube “El Camaléon Mayakoba”, com 6.419 metros quadrados e 18 buracos, desenhado por Greg Norman. Os obstáculos do campo desafiam os jogadores, mas a paisagem natural integrada ao lugar é o que realmente encanta.

Não deixe de fazer os passeios históricos às vizinhas Tulum, antigo porto Maia; Xcaret, local de ruínas lendárias e mergulhos fantásticos; Chichén Itzá, famoso sítio arqueológico recentemente eleito uma das sete maravilhas do mundo; e Coba, uma das maiores cidades maias da Península de Yucatán, que se manteve relativamente intocada.

Diferente, “pero no mucho”

Distante da vizinha mexicana, mas nem por isso menos latina, está Miami. Renovada e, digamos, com ares mais elegantes, a cidade entra novamente no circuito mundial do turismo de luxo. A mistura, mais uma vez, é que faz a riqueza do lugar. Metade dos cerca de 2 milhões de habitantes é de origem latina; 700 mil deles descendem de cubanos.

A região do sul da Flórida, antes pantanosa, era chamada, pelos índios seminoles, de “maiami”, por causa dos lagos de água doce dessa porção de terra. Hoje, é o terceiro destino mais procurado nos Estados Unidos. Atrai a cada ano mais de 10 milhões de visitantes pelo clima sempre festivo e ensolarado.

Conquistou lugar ao sol no cenário americano a partir de 1913 quando o empresário Carl Fisher usou dragas para criar uma praia em Miami Beach. Logo depois, nos anos 20, Coral Gables foi loteada. Construíram-se alguns dos pontos mais famosos do balneário, como a piscina pública Venetian Pool e o hotel Biltmore – que hospedou a atriz Judy Garland e o fora-da-lei Al Capone, entre outros poderosos. Hoje, a torre do Biltmore consta no Registro Nacional dos Lugares Históricos e o hotel é cercado por um campo de golfe.

Up to date

Fruto de ascensões e decadências, Miami é, como disse o comediante Lenny Bruce, “onde o néon vai para morrer”. Famosa pela alta concentração de luzes extravagantes, reunia shoppings de enlouquecer milionários e celebridades. A extravagância que tomou conta da cidade até metade dos anos de 1990 ficou no passado. O destino passou a ser centro do melhor da arte contemporânea mundial e, com a chegada de grandes redes hoteleiras, experimentou o bom gosto.

O grupo Mandarin Oriental foi um dos primeiros a apostar no potencial elegante da nova Miami. Instalado na Brickell Key no fim de 2000, já conquistou o título de melhor resort da Flórida, dado pela revista americana Condé Nast Traveller. O restaurante do lugar também acumula prêmios. O Azul, onde a cozinha mediterrânea e a asiática se encontram, está sempre cheio de casais bem vestidos, que falam em tom baixo e brindam o sucesso de forma contida. A extravagância, agora, é provar o cardápio de degustação, com sete pratos – 95 dólares por pessoa.

No hotel, os hóspedes se perguntam por que sair dali, pois podem optar por praias e não por piscinas, têm a mordomia de uma faixa particular de areia branca e águas tranqüilas e dispõem, também, do campo Crandon Golfe Course. Nele, todos os anos se realiza o Clássico Royal Caribbean, com a participação de golfistas profissionais, além de festas e esportes aquáticos.

A 20 minutos do Aeroporto Internacional de Miami, está o Mandarin Oriental. São 326 luxuosas instalações de pé-direito alto, com vista para a Baía de Biscayne ou para o Oceano Atlântico. Paparicados, alguns hóspedes nem saem do hotel. O spa é irresistível. A vontade que dá é a de passar dias e mais dias recebendo os mimos, como ipods individuais e massagens divinas.
Mas, ainda que todo esse luxo seja um convite à clausura, não deixe de explorar as maravilhas de Miami. Dê uma volta em Little Havanna, um pedacinho de Cuba em solo americano, onde os aposentados jogam dominó e fumam charutos. Quem gosta de design e móveis criativos vai adorar o Design District, ao norte de Downtown. Admirar a arquitetura de Miami Beach, com seus prediozinhos estilo art déco.

Seja caminhando, seja andando de táxi –melhores maneiras de passear por lá– é bom conhecer mundos diferentes para poder criar o seu próprio.

Top 5 Miami

* Passear pelo Wynwood Art District. O local, onde havia casas mais simples, agora reúne artistas, galerias bacanas e muita agitação noturna.
* Visitar o Miami Art Museum (MAM), um dos principais museus da cidade. Sempre com exibições de trabalhos contemporâneos, de instalações e de obras de artistas latinos.
* Ir ao restaurante típico de Miami, o Joe’s Stone Crab, paraíso do caranguejo “stone”.
* Tomar café no Café Cubano, em Little Havanna.
* Experimentar os variados martínis servidos no M-Bar, no Mandarin Oriental Miami. São mais de 250 tipos da bebida, especialidades da casa.

Top 5 Riviera Maia

* Mergulhar num dos maravilhosos cenotes de água doce da região.
* Visitar o Xcaret, importante parque ecoturístico. Há área de praia, rede de rios subterrâneos, aquário, delfinário, mariposário, orquidário e apiário para os que gostam de admirar a flora e a fauna.
* Fazer compras em Paseo del Carmen, onde estão as lojas chiques da Riviera e vários cafés e restaurantes.
* Conhecer o famoso sítio arqueológico de Chichén Itzá, no Yucatán. São 3 horas da Riviera até o lugar, mas vale cada quilômetro percorrido.
* Admirar fotografias de todo o México e aprender um pouco mais sobre os povos antigos, observando relíquias maias no Museu de Arte Mexicano, recentemente aberto em Cancún.

SERVIÇO
Mandarin Oriental, Miami

500 Brickell Key Drive, Miami, Florida 33131, USA
Tel.: +1 (305) 913-8288
Fax: +1 (305) 913-8300
Localiza-se no centro da cidade, na Brickell Key, um dos endereços residenciais de mais prestígio de Miami, em frente à Baía de Biscayne, e perto de South Beach, de Coconut Grove e de Key Biscayne. Está a 20 minutos de carro do aeroporto internacional de Miami, a 35 minutos do aeroporto de Fort Lauderdale, a 5 minutos do Porto de Miami, e a poucos da American Airlines Arena e Carnival Center, centro de arte e cultura.
www.mandarinoriental.com/miami

Mandarin Oriental, Riviera Maya, México

Km 298.8 Carretera 307 Cancún, Chetumal, Playa Del Carmen
Quintana Roo, México 77710
Tel.: +52 (984) 877-3888
Localiza-se numa área de 145.686,8 m² de floresta tropical e de lindas praias de areia branca, na região da Riviera Maia que se estende por 180 km ao longo da costa litorânea da Península de Yucatán, no estado de Quintana Roo, no México. Dista 42 km do sul de Cancún e fica a 30 minutos de carro do aeroporto internacional. Está próximo de Tulum, Chichén Itzá e Coba, indescritíveis sítios arqueológicos da cultura maia. Num raio de 8 km há três campos de golfe de nível internacional e acesso a atividades e esportes náuticos. Dez minutos ao norte de Playa del Carmen, a principal cidade da região da Riviera Maia, há inúmeras opções de entretenimento e lojas e butiques de todos os gêneros.
www.mandarinoriental.com/rivieramaya

Ficha Técnica

Data de publicação: Abril 2008

Veículo: Revista Fazenda da Grama