8 / December / 2009
Categorias: artigo
Na nova edição da revista Espresso, que já está nas bancas, escrevi uma matéria sobre a cerimônia japonesa do chá. Confesso: foi um dos textos mais difíceis de construir, mas também foi um dos mais prazerosos. Acompanhar algumas cerimônias, tomar o matcha (chá verde moído) e conhecer cada detalhe que move e guia a cerimônia do chá foi também aprender sobre história, cultura e vida. Pela simplicidade dos gestos dos participantes ou da sala onde é realizada a chanoyu - como é também chamada a cerimônia - pude compreender o quanto é mais difícil ser simples do que ser excesso. A gente passa a vida complicando, enchendo a tela de cores, quando muitas vezes o vazio diz muito mais. Conseguir deixar belo um espaço em branco é mais difícil do que preenchê-lo por completo. O que me faz lembrar também do contato com o agora. Na Chanoyu, tudo é feito para que você esteja ali, conectado com aquele momento. Nem no passado, nem no futuro, apenas ali no presente. Uma das pessoas que entrevistei para escrever a matéria resumiu muito bem essa sensação:
“Eu sinto que a gente vive muito longe do dia. Você sonha muito com o futuro e idealiza em excesso o passado. Invariavelmente, quando você chega ao futuro, descobre que ele não era tão diferente e bom assim. É sempre quando eu conseguir um emprego, quando eu achar minha namorada, quando eu ficar rico… Esse tipo de filosofia, como a chanoyu, é como se fosse um estalo que te faz estar atento e acordado para o que está acontecendo agora. Chá para mim é uma coisa que deixa a minha vida boa agora e não daqui a cinco anos. A coisa toda da cerimônia é ter um lugar em que você tem que prestar atenção ao máximo em como constrói a casa, como trata as pessoas, como erra, o que diz, o que veste.”
Se você quiser conhecer um pouco mais sobre a chanoyu e ler a matéria completa, clique aqui.

1. Dadí | December 8th, 2009 at 11:01
Hanny
isso é poesia!
Estar no momento presente é iluminar a própria vida!
Vou ler a matéria AGORA!
mas Parabéns de antemão, pq sei o quão competente vc é!
beijo!
2. Alessandra | December 9th, 2009 at 10:19
=D queria ver também. Quase sempre em filme japonês “tradicional” tem alguma cena.
3. Luiza Ricão | December 14th, 2009 at 18:44
Hanny!!!
Estava passeando no meu site favorito, da minha deusa da cozinha e lembrei de você:
http://www.marthastewart.com/recipe/chuck-siegels-earl-grey-tea-infused-truffles?backto=true&backtourl=/photogallery/homemade-holiday-candy#slide_10
4. Hanny | December 14th, 2009 at 18:49
lui,
que delícia isso!
a martha tb é minha diva hehe
obrigada pela dica
5. Hanny | December 14th, 2009 at 18:51
ale,
acho mesmo que você iria gostar da cerimônia.
aliás, lembrei de você na primeira vez.
6. Hanny | December 14th, 2009 at 19:06
obrigada, dadi!
vc que é sempre fofa e gentil comigo =)
leia sim a matéria… tudo na cerimônia é muito significativo e bonito, mas tem sentido prático para o dia a dia.
bjao!
7. Sandra Caldas Lourenço | February 9th, 2010 at 16:36
Olá, Hanny. Parabéns pelo texto. Temos duas coisas em comum: somos jornalistas e amamos o chá. Eu, particularmente, sou uma chajin. Pratico o Chado (Caminho do Chá) há 10 anos, no Centro de Chado Urasenke do Brasil. Se quiser ver meus textos sobre o Chanoyu, entre no meu blog, ok. Beijos
8. Hanny | February 14th, 2010 at 20:29
sandra, que ótimo saber dessas semelhanças!
este ano quero começar a prática do chado, mas devo começar na USP.
as inscrições começam em março.
entrei no seu blog e adorei os textos sobre o chanoyu e as coisinhas de costura!
apareça mais vezes para conversarmos sobre o caminho do chá!
bjos!
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